Frase Motivação:  Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!

Histórico da Matriz Paroquial

No dia 26 de Novembro de 1959, em frente ao Grupo Escolar Dr. Arthur Rudge Ramos, foi celebrada a Primeira Missa Campal no bairro Santa Maria, pelo Padre Jorge Nogueira.

Nos dias de semana, as missas eram celebradas num salão alugado na Alameda São Caetano, de propriedade de uma senhora de nome Andrea, e aos domingos, como a frequência de fieis era bem maior, as missas eram celebradas num galpão cedido pelo Grupo Escolar Dr. Arthur Rudge Ramos.

Assim foi até o início do ano de 1960, quando na Rua Oyapok, hoje Rua São Francisco de Assis, no quarteirão entre a Alameda São Caetano e a Rua Silvia, foi construída uma pequena capela.

Capela em Construção


Isso felizmente durou pouco tempo, pois com a dedicação e o grande apoio de todo o povo do bairro, no dia 26 de Março de 1960, com a celebração do Bispo da Diocese do ABC, D. Jorge Marcos de Oliveira, deu-se a instalação da Paróquia São Francisco de Assis, neste local onde nos encontramos hoje. É claro que essa inauguração não se deu com a Igreja totalmente pronta o que foi feito gradativamente com o passar do tempo.

Dom Jorge Marcos de Oliveira, primeiro bispo da Diocese de Santo André


Tudo transcorria as mil maravilhas. As pastorais daquela época sempre trabalhando muito em prol da Igreja: Liga Católica, Apostolado da Oração, Congregados Marianos, Filhas de Maria, tudo com o apoio e muito incentivo e orientação do Padre Jorge Nogueira.

Entretanto, na manhã do dia 15 de Maio de 1968, quando a senhora Juventina Marques se dirigia até a padaria para pegar o pão e o leite, não se deu conta de que algo impressionante iria abalar o bairro Santa Maria. Somente quando entrou em sua casa, é que percebeu um clarão e enormes rolos de fumaça, que anunciaram o prenuncio do trágico acontecimento: a Igreja São Francisco de Assis ardia em chamas.

Igreja após o incêndio


O desespero logo tomou conta de toda a população. A Igreja estava diferente, enfumaçada, e as chamas ardendo dentro dela. Ruídos estrondosos eram ouvidos a todo instante.

O fogo crescendo rapidamente, tornou-se incontrolável, e aquele templo que o próprio povo havia construído com suor e muito sacrifício, se transformara numa imensa fogueira.

Do altar para a frente, não sobrou nada, apenas as paredes enegrecidas pelo fogo. O telhado e o forro vieram abaixo, e as imagens santas foram totalmente desfiguradas pela ação das chamas.

Entre a multidão que se aglomerava próxima ao sinistro, estava a figura humana de Pe. Jorge Nogueira, que a tudo assistia, impotente, sem nada poder fazer. Andava de um lado para outro, tentando disfarçar a sua grande dor, e tudo fazendo para controlar as lágrimas que furtivamente rolavam pelo seu rosto. Seu olhar era muito triste, assim como era todo o ambiente diante de total destruição.

E agora, o que fazer? Conforme as palavras do Pe. Jorge Nogueira naquele dia, “o fogo pode destruir a matéria, mas não destrói a fé, vamos começar tudo de novo”. E assim foi.

Campanhas de toda espécie, quermesse num terreno baldio da Alameda São Caetano, ajuda dos poderes públicos e até de quase todas as Igrejas do ABC.

Existia na época aqui em São Caetano o “Jornal do Lar”, que junto com o Padre Jorge editou no dia 21 de Junho de 1968 uma edição especial, com a renda da venda desse jornal, totalmente destinada para as obras da nova Igreja.

Nas vendas desse jornal houve também uma colaboração muito grande da Igreja da Nossa Senhora Aparecida de Vila Barcelona, através do vigário na época Padre Olavo Paes de Barros.

Mesmo com a Igreja em construção, vocês pensam que a fé e a religiosidade do povo do bairro Santa Maria diminuiu ou deixou de existir? Não! Muito pelo contrário. Aumentou, e muito. Como a Igreja foi destruída do altar para a frente, enquanto se conseguia fundos para a construção da nova Igreja, o pequeno salão aqui ao lado, onde hoje é a secretaria, era usado como Igreja, com todas as missas nos dias de semana e aos domingos.

Quanta luta, quanta dedicação, quanto amor e quanta fé desse povo tão sofrido. Mas com as graças de Deus, e espelhando-se na humildade de São Francisco de Assis, vencemos mais uma vez. E hoje, aqui está. Esse templo maravilhoso, acolhedor, recebendo a todos aqueles que para aqui vem com a finalidade específica de cultuar a sua fé, e ter um contato mais íntimo, com Deus.

Nossos Padres


PASCOM

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